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A taxa de homens que morrem de melanoma maligno aumentou em populações em todo o mundo, enquanto em alguns países as taxas são constantes ou decrescentes para as mulheres, de acordo com pesquisa apresentada na Conferência de Câncer do NCRI de 2018.

O melanoma é o tipo mais letal de câncer de pele, apesar de não ser o mais comum. Ele tem origem nos melanócitos, as células que produzem melanina. Representa apenas 5% dos casos de câncer de pele, mas tem uma grande capacidade de produzir metástases e se espalhar para outros órgãos, como fígado, pulmões e o cérebro. Quase sempre surge como uma lesão cutânea enegrecida, ou com uma parte enegrecida e outra de várias cores.

Câncer melanoma

Pesquisadores estudaram dados mundiais sobre mortes coletados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), com foco em 33 países com os dados mais confiáveis. Eles descobriram que as taxas de morte por melanoma em homens estavam aumentando em todos os países, com exceção da República Tcheca.

Eles dizem que mais pesquisas são necessárias para entender o motivo dessa tendência, mas, enquanto isso, mais esforços de saúde pública direcionados aos homens podem ser necessários para aumentar a conscientização sobre a doença.

Pesquisa

Os pesquisadores estudaram as taxas de mortalidade padronizadas por idade nos 33 países entre 1985 e 2015. Essas taxas levam em conta os efeitos de alguns países que têm uma população envelhecida e outros que têm um público mais jovem. Eles extraíram as taxas de melanoma maligno, a forma mais perigosa de câncer de pele, e compararam as taxas para homens e mulheres analisando as tendências ao longo do tempo.

Em todos os países, as taxas foram maiores nos homens do que nas mulheres. No geral, as maiores taxas de mortalidade entre 2013 e 2015 foram encontradas na Austrália (5,72 por 100.000 homens e 2,53 por 100.000 em mulheres) e Eslovênia (3,86 em homens e 2,58 em mulheres), com as menores no Japão (0,24 em homens e 0,18 em mulheres).

Fator de risco

Segundo os pesquisadores, o principal fator de risco para o melanoma é a exposição excessiva à radiação ultravioleta, seja pela exposição ao sol ou por bronzeamento artificial. Há evidências que sugerem que os homens são menos propensos a se proteger do sol ou se engajar com campanhas de conscientização e prevenção do melanoma.

O câncer irá tirar as vidas de 9,6 milhões de pessoas em 2018, representando uma em cada oito mortes entre homens e uma em cada 11 mortes entre mulheres, informou a agência de pesquisa sobre câncer da Organização Mundial da Saúde (OMS) em publicação do dia 12 de setembro.

Em seu relatório Globocan, que detalha a prevalência e a taxa de mortalidade de vários tipos de câncer, a Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer (IARC) disse que estimados 18,1 milhões de novos casos de câncer surgirão neste ano.

O número é superior aos 14,1 milhões de novos casos e as 8,2 milhões de mortes previstos em 2012, quando a última pesquisa Globocan foi publicada.

O IARC disse que o fardo crescente do câncer – caracterizado como o número de novos casos, a prevalência e o número de mortes pela doença – se deve a vários fatores, como o desenvolvimento social e econômico e as populações maiores e mais velhas.

Em economias emergentes, disse, também há uma transição de formas de câncer relacionadas à pobreza e a infecções para formas de câncer ligadas a estilos de vida e dietas mais típicas de países ricos.

Prevenção
O câncer de pulmão – causado principalmente pelo fumo – é a principal causa de mortes por câncer em todo o mundo, disse o relatório. Assim como o câncer de mama, o câncer de pulmão também está entre as maiores causas de casos novos da doença: 2,1 milhões de casos novos de cada tipo devem ser diagnosticados somente neste ano.

Com uma estimativa de 1,8 milhão de casos novos em 2018, o câncer colorretal é o terceiro tipo mais diagnosticado, seguido pelo câncer de próstata e o câncer de estômago.

O Protocolo para a Eliminação do Comércio Ilícito de Produtos de Tabaco alcançou, no dia 27 de julho, o número necessário de estados-partes (40) para se tornar lei internacional, e entrará em vigor ainda em 2018. A informação é da Organização Pan-Americana da Saúde.


O Protocolo está vinculado ao artigo 15 da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT) da Organização Mundial da Saúde (OMS) e é a principal política de regulação da oferta para reduzir o uso do tabaco e suas consequências para a saúde e para a economia. Em 27 de junho de 2018, com a ratificação do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, as condições foram cumpridas para que este protocolo entrasse em vigor, ao atingir os 40 Estados-Partes requeridos. Seis países das Américas (Brasil, Costa Rica, Equador, Nicarágua, Panamá e Uruguai) já ratificaram o documento.

A entrada em vigor do Protocolo permitirá que os estados-partes realizem uma primeira reunião de 8 a 10 de outubro deste ano, em Genebra, na Suíça, onde serão discutidos ações de como evitar o comércio ilícito através de um maior controle da cadeia de fornecimento de produtos de tabaco; as sanções que devem ser postas em prática para fazer cumprir esta lei; e como os mecanismos de cooperação internacional serão estabelecidos.

Estima-se que cerca de 10% do mercado mundial de cigarros seja ilícito, mas em alguns países esse número excede 50%. O comércio ilícito de produtos do tabaco representa um grave problema para a saúde pública, pois os torna mais acessíveis e mais baratos, especialmente para os grupos mais vulneráveis da população, como os jovens e as pessoas de baixa renda. Além disso, enfraquece as políticas de controle do tabaco e produz perdas consideráveis nas receitas públicas.

Vitória da padronização

Ainda na semana passada, a Organização Mundial do Comércio (OMC) endossou a política da Austrália sobre embalagens padronizadas de tabaco, o que provavelmente acelerará o avanço dessa iniciativa em outros nações. A OMC se pronunciou contra as reclamações apresentadas por vários países sobre a lei australiana de embalagem de tabaco, que segue as diretrizes da Convenção-Quadro da OMS. A Organização decidiu que a política de embalagem da Austrália é consistente com os acordos comerciais da OMC.

Em dezembro de 2012, a Austrália foi o primeiro país a implementar totalmente as embalagens de tabaco padronizadas, proibindo o uso de logotipos, cores, imagens de marca e material promocional de produtos derivados do tabaco.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que “quase todas as famílias do mundo são afetadas pelo câncer de alguma maneira”. Aproximadamente 14 milhões de novos casos são registrados por ano globalmente, e a OMS calcula que essas notificações devam subir 70% nas próximas duas décadas.

O câncer é a segunda maior causa de mortes no mundo, sendo que, por ano, 8,8 milhões de pacientes morrem. A maioria dos óbitos ocorre em países de rendas baixa ou média.

A OMS explica que foram feitos muitos progressos na prevenção, no tratamento e nos cuidados paliativos da doença, segundo a ONU News. Mas o acesso a esses avanços é desigual. Em muitos países, o câncer é diagnosticado muito tarde, o tratamento é caro ou inacessível e serviços paliativos não estão disponíveis.

No entanto, a agência lembra que o diagnóstico de câncer não precisa ser uma sentença de morte. Um terço dos óbitos pela doença têm relação com comportamentos de risco — altos índices de gordura corporal; baixa ingestão de frutas e de verduras; falta de atividade física; fumo e consumo de álcool.

O uso do tabaco é inclusive o principal fator de risco para o aparecimento de tumores malignos, causando 22% das mortes por câncer. Infecções por Hepatite B ou C, presença HPV (que pode causar câncer cervical) e fatores genéticos também estão associados aos casos.

A OMS garante que evitar fatores de risco e implementar estratégias de prevenção podem reduzir os casos de câncer em até 50%. A agência lembra que diagnóstico precoce e tratamento adequado aumentam muito as chances de cura dos pacientes. (Com informações nacoesunidas.org)

Ainda cercada por preconceitos, a hanseníase é fácil de diagnosticar, tem cura e tratamento gratuito por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Em geral, os primeiros sintomas surgem como manchas brancas, vermelhas ou marrons em qualquer parte do corpo, somadas à alteração na sensibilidade do indivíduo à dor, ao tato e à percepção do quente e do frio. Áreas dormentes também podem aparecer, especialmente nas extremidades, como mãos, pernas, córneas, além de caroços, nódulos e entupimento nasal.

O diagnóstico da doença é feito na Unidade Básica de Saúde (UBS), onde a equipe de saúde poderá examinar o paciente e já iniciar o tratamento. Vale ressaltar que, imediatamente após iniciar o tratamento, que dura entre seis a doze meses, o paciente já não transmite mais a doença para as pessoas com quem convive, mesmo os doentes da forma contagiosa, que correspondem a cerca de 30% do total de casos diagnosticados.

hanseniase

A melhor maneira de prevenir a hanseníase é tratando os casos existentes. Afinal, após início do tratamento o paciente não transmite mais a doença para as pessoas com quem convive, mesmo sendo a forma contagiosa.

Como parte do controle da doença, uma vigilância dos familiares e pessoas próximas dos pacientes é feita. Além disso, devem ser vacinados com BCG todos os contatos domiciliares após rigoroso exame da pele e nervos e orientações sobre a doença. É importante lembrar, ainda, que o paciente em tratamento deve ter sua vida conduzida sem alteração, ou seja, manter suas atividades escolares, profissionais, sociais, culturais, religiosas e familiares.

Hanseníase em números

Nos últimos oito anos, Minas Gerais notifica cerca de 1300 novos casos a cada ano. Em 2016, foram 1.106 novos casos, significando 5,27 novos diagnósticos em cada 100 mil habitantes, dos quais 5,1% (56) foram em menores de 15 anos. O acometimento de crianças pressupõe a presença de adultos doentes sem diagnóstico e sem tratamento, convivendo e transmitindo a hanseníase para crianças e adolescentes. Do total de casos novos notificados em 2016, 13,9% foram diagnosticados com deformidade, indicando um percentual ainda muito elevado de diagnóstico tardio.

CONFIRA MAIS INFORMAÇÕES E DICAS

cachoeira mata febre maculosa wikimedia commons

Durante o verão e período de férias neste início de ano, é comum a visita a parques, cachoeiras, beira de rios e lagos e áreas gramadas. Durante e após as atividades de lazer, entretanto, é preciso tomar alguns cuidados para evitar a Febre Maculosa Brasileira (FMB), doença transmita ao ser humano por meio da picada do carrapato-estrela infectado pela bactéria Rickettsia rickettsii. A doença, considerada grave, se não for tratada logo no início do aparecimento dos sintomas, pode levar à morte.

Com casos registrados em áreas urbanas e rurais, a doença se manifesta por meio de febre alta, dor de cabeça, dores no corpo, mal estar, náuseas, vômitos e, em alguns casos, manchas avermelhadas na pele, especialmente na palma das mãos e na planta dos pés.

Os primeiros sintomas da febre maculosa surgem entre o 2º e o 14º dia após a picada do carrapato, podendo ser facilmente confundidos com os de outras doenças. Justamente por isso é fundamental que, imediatamente após os primeiros sinais, o paciente busque por um serviço de saúde e conte aos profissionais que o atenderem que esteve em áreas propícias para a presença de carrapatos.

Para se prevenir, alguns cuidados simples devem ser tomados antes, durante e após a visita a locais favoráveis à infecção. Utilizar roupas longas e de cor clara facilitam a visualização dos carrapatos, além de calçados fechados e de cano longo que ajudam a prevenir o contato. Verifique o corpo frequentemente, durante e após a visita aos ambientes, já que quanto mais rápida for feita a remoção dos carrapatos, menores as chances de contrair a febre maculosa.

Além dos cuidados ao visitar áreas rurais, matas, cachoeiras, pastos sujos, parques, beira de rios e lagos, é importante ficar atento para o contato com animais domésticos e silvestres ou com os ambientes em habitam. Animais como cavalos, bois, cães, roedores e capivaras participam do ciclo de transmissão da doença e, por isso, o contato com eles deve ser monitorado.

Número de casos

Em 2017, até 29/12, foram registrados 25 casos de febre maculosa (destes, 15 evoluíram para óbito). Já em 2016, foram 17 casos da doença e seis óbitos. Em 2015, 18 casos e seis óbitos. Sobre o aumento de casos em 2017, isso se deve a um trabalho de mobilização dos profissionais de saúde para que estes notifiquem os casos de febre maculosa.

Prevenção

Utilizar repelentes à base da substância Icaridina, que são eficazes na prevenção de picadas por carrapatos;
Utilizar vestimentas longas e de cor clara, que permitem a fácil visualização dos carrapatos, além de calçados fechados e de cano longo são bastante importantes;
Evitar sentar ou deitar em gramados nas atividades de lazer, como caminhadas, piqueniques ou pescarias;
Examinar o corpo com frequência, tendo em vista que quanto mais rápido os carrapatos forem retirados, menor a chance de infecção;
Se verificada a presença de carrapatos, retirá-los com leves torções e evitando o esmagamento de seu corpo com as unhas (já que pode haver contato com a bactéria presente no animal dessa maneira);
Manter pastos, lotes e áreas públicas sempre limpas, para evitar a proliferação de carrapatos;
Utilizar carrapaticidas periodicamente em cães, cavalos e bois, conforme recomendações do profissional médico veterinário.

O Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu a extração, industrialização, comercialização e a distribuição do uso do amianto na variedade crisotila em todo o País. A decisão foi tomada em plenário, por maioria de votos, no fim de novembro deste ano.

O STF reafirmou a declaração de inconstitucionalidade do artigo 2º da Lei Federal 9.055/1995 que permitia o uso desse tipo de amianto. Para o INCA, a decisão é “um marco na história de muitas décadas de luta em defesa da vida" por parte de profissionais dos ministérios do Trabalho, da Saúde e do Meio Ambiente, além do Ministério Público, das associações brasileiras de Saúde Coletiva e de Expostos ao Amianto, de centenas de pesquisadores e defensores da saúde pública no País.

Riscos à saúde

O amianto do tipo crisotila começou a ser extraído no Brasil em uma mina de Poções, na Bahia, a partir de 1940. Nas últimas décadas, a extração se dava apenas em uma única mina, na cidade de Minaçu, Goiás. A associação do amianto com neoplasias malignas é antiga. O epidemiologista britânico Richard Doll, em 1955, estabeleceu definitivamente a associação causal entre a exposição ocupacional ao asbesto e câncer de pulmão, bem como a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer classificou o amianto como reconhecidamente cancerígeno desde a sua primeira monografia publicada em 1972.

“Além do câncer de pulmão, estão associados ao amianto outros cânceres como o de laringe, o de ovário e o mesotelioma (pleura, peritônio e pericárdio) e provavelmente (ou possivelmente) cânceres de faringe, de estômago e o colorretal", explica Otero.

Espera-se nas próximas décadas, nos países subdesenvolvidos e em desenvolvimento, um crescimento na incidência de mesotelioma, em função do aumento mais recente do uso do amianto, da melhora no diagnóstico/registro e do longo tempo de latência entre exposição e aparecimento da doença (entre 20 e 40 anos). Contudo, também é aguardada uma redução na incidência do mesotelioma nos países que já baniram o seu uso. Como no Brasil o banimento foi tardio, o decréscimo deve levar algumas décadas após a cessação da exploração e do uso.

Banimento

O banimento do amianto é uma recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) e demais agências de saúde atuantes no Brasil e no mundo. A OMS recomenda também medidas para evitar a exposição ao amianto onde está localizado e durante a remoção de resíduos com a substância. Para a Organização, a melhora do diagnóstico precoce, do tratamento e dos serviços de reabilitação para as doenças relacionadas, sem esquecer da implementação dos registros de pessoas afetadas pela fibra mineral, também são ações que devem ser perseguidas pelas autoridades de saúde.

No fim de outubro, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) lançou, em Belo Horizonte, a nova campanha de comunicação para controle e enfrentamento do Aedes. Com o conceito “Com o Aedes não se brinca”, a campanha tem como objetivo mobilizar a população para as ações de prevenção e controle do vetor transmissor da dengue, zika e chikungunya. 

Em Minas Gerais, cerca de 90% dos criadouros do mosquito transmissor estão dentro dos domicílios. Por isso, além de levar informações sobre os principais meios de controle do Aedes, por meio da eliminação de água parada, a campanha tem como foco fazer com que a população adote hábitos constantes de prevenção.

 

AEDES

 

 

Entre as novidades trazidas pela nova campanha está o estímulo à atuação das crianças como mobilizadoras, engajando toda a comunidade em ações simples e constantes de eliminação dos focos do mosquito.

A nova campanha será veiculada até o dia 13 de novembro de 2017 em todo o estado, na TV aberta e em emissoras de rádio AM e FM de todo o estado. Além disso, a veiculação será feita por meio de outdoors, backbus, redes sociais da SES-MG, além da distribuição de material gráfico para o interior do estado.

O site www.saude.mg.gov.br/aedes também está sendo relançado com informações sobre as doenças transmitidas pelo Aedes, controle, prevenção, dados e notícias.

CONFIRA O MATERIAL DA CAMPANHA

A vacina contra HPV, oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), pode prevenir os cânceres do colo do útero, vulva, vagina, pênis, ânus e orofaringe, refletindo diretamente na redução dos casos de HPV, e também nas mortes provocadas pelo vírus. Atualmente, a dose está disponível de forma gratuita nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) para meninas de 09 a 14 anos e para os meninos de 11 a 14 anos.

Mesmo assim, a cobertura estadual da vacina ainda está baixa. Os últimos dados epidemiológicos mostram que para a segunda dose é de 51,8% em meninas e 0,11% em meninos, valores muito aquém da meta estabelecida de 80%. Uma das causas é que o assunto suscita muitas dúvidas entre mães, pais e adolescentes, sobretudo na internet.

vacinação agenciaebcInclusive, têm surgido vários grupos nas redes que, por desinformação ou ignorância, não fazem uso das vacinas ofertadas no Calendário Nacional de Vacinação, o que pode ocasionar danos à saúde individual e a saúde coletiva.

Ampliação

Recentemente, o Ministério da Saúde publicou uma nota técnica ampliando o grupo prioritário da vacinação para pessoas de 15 a 26 anos, nos munícipios que estejam com lotes da vacina que irão vencer em setembro de 2017 e em janeiro, fevereiro e março de 2018.

Diante disso, a SES-MG orienta aos seus municípios que disponibilizem a vacina para o público ampliado somente após fazer uma busca ativa entre o público convencional. Se após priorização ainda restarem estoques, a vacina poderá ser administrada em indivíduos de ambos os sexos na faixa-etária de 15 a 26 anos de idade, em três doses (0-2-6 meses).

A diretora de Vigilância Epidemiológica da SES-MG, Janaina Fonseca Almeida, explica que o HPV é transmitido por contato direto com uma pessoa infectada, sendo que a principal forma de transmissão é por via sexual, que inclui contato oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital. Além disso, por serem os responsáveis pela transmissão do vírus para suas parceiras, ao receberem a vacina, os homens colaboram com a redução da incidência do câncer do colo do útero e vulva nas mulheres, prevenindo também casos de cânceres de boca e orofaringe, bem como verrugas genitais em ambos os sexos.

Já a Coordenadora de IST/AIDS e Hepatites Virais do Estado de Minas Gerais, Jordana Costa explica outras formas de prevenção do HPV. “Além da vacina, é importante utilizar preservativo feminino ou preservativo masculino e realizar o exame Papanicolau anualmente para as mulheres que possuem vida sexual ativa”, reforça.

O que é o HPV?

O HPV é causado pelo Papiloma Virus Humano. Seu contágio é preferencialmente, por via sexual e a principal consequência são doenças oncológicas provenientes da infecção. A infecção pelo HPV é uma das IST mais frequentes no mundo. O risco estimado para a exposição a essa infecção é de 15% a 25% a cada nova parceria. Em grande parte dos casos, a infecção é autolimitada e transitória, sem causar qualquer dano.

A maioria das pessoas que entram em contato com o HPV, se não desenvolverem lesões clínicas (ex.: verrugas anogenitais) e não realizarem testes laboratoriais, poderão nunca ter a infecção diagnosticada. Aproximadamente, 1% a 2% da população apresentam verrugas genitais e 2% a 5% das mulheres apresentam alterações doPapanicolau provocadas por infecção pelo HPV. A prevalência é maior em mulheres jovens, quando comparadas com mulheres com mais de 30 anos. (com informações www.saude.mg.gov.br)

esponja louca suja contaminacaoAo contrário do que provavelmente muita gente pensa, o banheiro não é necessariamente o lugar da casa que agrega mais bactérias. Alguns estudos sugerem, acredite, que esse posto é da cozinha. Agora, pesquisadores da Universidade Furtwangen, na Alemanha, descobriram que muitos dos micro-organismos que vivem ali estão agrupados em um objeto aparentemente inocente: a esponja que fica em cima da pia.

“Ela possui uma maior diversidade bacteriana do que se imaginava anteriormente”, escreveram os autores. O trabalho, baseado na análise de 14 esponjas e suas condições de uso, foi publicado na revista Scientific Reports.

O mais interessante é que, pelo visto, não adianta muito se preocupar em limpar o acessório. Embora o uso de água fervente e do micro-ondas já tenha demonstrado auxiliar na redução de bactérias da esponja, nessa pesquisa o benefício não se repetiu. Na verdade, os cientistas alemães viram que essa “higienização especial” até aumentou a quantidade de certos micro-organismos na chamada bucha.

Eles suspeitam que os bichinhos mais resistentes não só sobrevivem ao processo sanitário como rapidamente recolonizam as áreas, digamos, devastadas – assim, a situação volta ao que era antes.

E já que a limpeza não é efetiva… “Então, nós sugerimos uma substituição regular das esponjas de cozinha”, disseram os autores. A troca deveria ocorrer, segundo eles, uma vez por semana. Até porque, entre esses milhões de bactérias, alguns têm, sim, potencial de causar doenças. (http://saude.abril.com.br)