'Setembro Verde' incentiva doação de órgão em MG

05 Set 2017
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A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) lançou neste mês a campanha “Setembro Verde” para incentivar a doação de órgãos. Com o slogan “Doe órgão, doe vida”, a ação quer conscientizar as pessoas sobre a importância da doação de órgãos e, ao mesmo tempo, incentivar as pessoas a conversarem com seus familiares e amigos sobre o assunto.

A iniciativa é promovida em alusão ao Dia Nacional de Doação de Órgãos (celebrado no dia 27). “Atualmente, cerca de 40% das famílias recusam a retirada de órgãos para a doação. Para que esse percentual possa ser ainda maior, permitindo a realização de mais transplantes, é importante orientar as pessoas a falarem com sua família sobre o seu desejo de ser um doador e salvar vidas”, disse a médica consultora da SES-MG, Galzuinda Figueiredo Reis.

set verdeDados de março de 2017, indicam que 3.392 pessoas aguardam por um transplante no estado. Deste 2.352 esperam por um rim, 41 por um fígado, 34 por coração, 1 espera pâncreas, 52 por pâncreas/rim e 912 esperam por córnea.

Ser um doador

Para ser um doador, o passo principal é informar o desejo à família. Isto porque, após o diagnóstico de morte encefálica, a família é consultada e orientada sobre o processo de doação de órgãos. Esta conversa, geralmente, é realizada pelo próprio médico do paciente, pelo médico da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) ou pelos membros da equipe de captação, que prestam todas as informações que a família necessitar.

Considera-se como potencial doador todo paciente em morte encefálica. A morte encefálica, mais conhecida como morte cerebral, representa a perda irreversível das funções vitais que mantêm a vida, como a perda da consciência e da capacidade de respirar; o que significa que o individuo está morto. O coração permanece batendo por pouco tempo e é neste período que os órgãos podem ser utilizados para transplante.

Quando o doador é uma pessoa falecida, podem ser retirados para transplante duas córneas, dois rins, dois pulmões, fígado, coração, pâncreas, intestino, pele, ossos e tendões. Ou seja, um único doador pode salvar muitas vidas. Mas a retirada dos órgãos não pode esperar muito. Por isso a decisão deve ser tomada o quanto antes.

Diferente do que as pessoas acreditam, também é possível ser doador em vida sem comprometer a saúde. Nesses casos é possível doar tecidos, rim e medula óssea, ocasionalmente, é possível doar parte do fígado ou do pulmão. Porém, são feitas algumas exigências aos doadores. Pela lei, parentes até quarto grau e cônjuges podem ser doadores; não parentes, somente com autorização judicial.

É preciso ser um cidadão juridicamente capaz nos termos da lei, o que significa que a pessoa deve poder realizar por si mesmo os atos da vida civil. E também é preciso ter condições adequadas de saúde verificadas por uma avaliação médica, que afastem a presença de qualquer doenças as quais possam comprometer a saúde durante ou após a doação. (Com informações http://www.saude.mg.gov.br)

Última modificação em Terça, 05 Setembro 2017 12:05
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