Saiba fazer as perguntas certas na consulta com o médico

26 Jun 2017
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receita medica1Conforme envelhecemos, é preciso reaprender a ir ao médico. Se antes a consulta poderia se resumir a uma receita de medicação contra a gripe, a lista de remédios aumenta, o que significa mais efeitos colaterais. Pior: se você vai a diferentes especialistas, é fundamental que todos saibam o que os outros prescreveram, para evitar algum tipo de interação medicamentosa que possa fazer mal. O risco de queda também pode aumentar, principalmente se há consumo de benzodiazepínicos e antidepressivos. Por isso, relate todos os sintomas, fale de seus hábitos.

Não fique constrangido de levar uma lista de perguntas e anotar todas as explicações. Na verdade, qualquer tratamento funciona melhor se o paciente participar ativamente e se sentir “parte da equipe”. Pensando nisso, a Agência Nacional de Saúde criou o programa “Sua saúde”, que traz inclusive uma sugestão de roteiro.

Se você tem um plano de saúde, certifique-se de que se trata de um profissional que tem disponibilidade para seus pacientes, compartilhando seu celular e dando retorno a mensagens por e-mail, SMS ou Whatsapp.

Qual é o esquema se houver uma emergência: ele trabalha em parceria com outros médicos, caso esteja impossibilitado de atender? Essas são preocupações relevantes, que devem ser transmitidas inclusive aos familiares. Portanto, se achar que não vai dar conta de tantas perguntas, leve um parente ou amigo para lhe fazer companhia. No caso de uma nova medicação, por exemplo, esgote suas dúvidas:

1) Se a receita diz para tomar o remédio quatro vezes por dia, significa no espaço de 24 horas ou durante o período do dia, sem contar a noite?
2) É para tomar junto com a comida? Antes, durante ou depois? Se for antes ou depois, qual é o intervalo de tempo? Há alimentos a serem evitados?
3) Quais são os efeitos colaterais esperados? O que fazer se apresentar esses sintomas?
4) Há algum risco relacionado com os outros medicamentos?
5) Quando se deve suspender a medicação?
6) Se me esquecer de tomar uma vez, o que fazer?

Se a receita tiver sido escrita à mão e a letra do médico não estiver clara, peça para ele repetir o nome do remédio – se for o caso, soletrando – e anote para não ter problemas na farmácia. Se houver um longo tratamento pela frente, há outras perguntas pertinentes:

1) Qual é exatamente o meu diagnóstico?
2) Quais são os riscos associados a este tratamento?
3) Quando vai começar e qual a previsão de sua duração?
4) Há outras alternativas a este tratamento?
5) O que não estará coberto por meu plano de saúde ou pela rede pública?

Mesmo que não seja a especialidade de seu médico, relate questões como uso excessivo de álcool, incontinência urinária, depressão, problemas de memória ou conflitos familiares. Ele poderá ajudar fazendo o encaminhamento para outro profissional. Lembre-se: o maior interessado em sua saúde tem que ser você. (do site g1.globo.com/bemestar)

Última modificação em Segunda, 26 Junho 2017 12:05
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